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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Legalização estaria proxima?

Estaria proxima a legalização no país?

Ultimamente vimos que as coisas estão finalmente começando a andar,o uso medicinal foi aprovado,agora temos que dar um passo importante para a legalização para porte e uso recreativo,para vendas em estabelecimentos rotulados e etc!
Jardineiro NÃO É TRAFICANTE
O cultivo caseiro no Brasil ainda é proibido
mas estaria proxima a liberação?




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Sabemos que a democracia no nosso país não ajuda em nada,mas agora parece que a legalização esta proxima,com a aprovação para uso medicinal,o governo da um passo a frente da guerra falida contra as drogas.

Com a legalização da maconha no Brasil oque mudaria?
  "Sabemos que haveria mais vagas de empregos em fábricas e fazendas de cultivos da erva"

Oque mudaria com a liberação para consumo recreativo?
"Como em Amsterdam haveriam praças para consumo da erva,coff shop's e lojas de conveniência que iriam aderir pontos de "fumodromos",e com isso os usuários não precisariam fumar em qualquer lugar da rua,ou em lugares perigosos,escolas,faculdades e etc,ou seja não haveria preconceito de não usuários,pois não passariam nem perto da área de consumo"
 Oque mudaria na êconomia do país,haveria crescimento economico?
"Diversos estados norte-americanos já legalizaram a venda, o cultivo e o consumo de maconha – tanto para fins medicinais quanto para a recreação. No estado de Washington, cuja legalização aconteceu há pouco mais de um ano, a surpresa veio em forma de arrecadação de imposto: as vendas da cannabis legalizada levantou mais de US$ 70 milhões em impostos, dobrando a previsão inicial do governo,ou seja isso é nos Eua,imaginem no Brasil,o país que mais consome maconha,imaginem o mar de lucro que isso dará para os empresários sábios"
  Onde seriam investidos o dinheiro arrecadado com a venda? 
 O governo já encaminhou ao Legislativo uma proposta detalhada de como gastar US$ 134 milhões arrecadados com a venda de maconha, incluindo campanhas antidrogas para crianças e mais publicidade para desencorajar motoristas a dirigirem se ainda estiverem sob o efeito da droga.(Exemplo que acontece no colorado)

 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Descriminalização das drogas deve voltar à pauta no STF até o fim do mês

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Publicado em 25/08/2015 | por Redação Maryjuana
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Descriminalização das drogas deve voltar à pauta no STF até o fim do mês

Devido ao grande número de processos, é comum que os ministros atrasem nos pareceres das vistas, contudo, Fachin divulgou um comunicado hoje (24) informando que cumprirá o prazo estabelecido pelo regimento.
De acordo com as normas da corte, o processo deve ser devolvido na segunda sessão após o pedido do ministro. Após a liberação de Fachin, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, coloca o processo em pauta.
**Foto: Agência Senado

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Decisão do STF sobre descriminalizar posse de drogas fica para semana que vem

Decisão do STF sobre descriminalizar posse de drogas fica para semana que vem OLIVER BERG/AFP/DPA
Foto: OLIVER BERG / AFP/DPA





Definição é esperada porque guiará casos semelhantes nas instâncias inferiores do Judiciário

Definição que poderia mudar a forma como a justiça brasileira lida com o uso de drogas, a descriminalização da posse não foi colocada em discussão na sessão desta quinta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF). Havia expectativa de que o tema fosse a plenário. A próxima sessão ocorre na quarta-feira que vem.
Uma definição é esperada porque guiará casos semelhantes nas instâncias inferiores do Judiciário. O julgamento poderá acabar, por exemplo, com a punição penal para usuários de maconha flagrados com pequena quantidade para uso próprio.
A discussão chegou ao STF após a Defensoria Pública de São Paulo pedir ao STF que considerasse o atual regramento inconstitucional, ao atuar no caso de um homem condenado por ter sido apanhado com três gramas de maconha. O recurso tramita desde 2011.
A atual legislação, de 2006, prevê penalidades para quem carrega drogas para seu próprio uso. Não há condenação à prisão, mas o usuário pode ter de cumprir penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade ou comparecimento a programa ou curso educativo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O STF "VAI" DESCRIMINALIZAR AMANHÃ

Nesta quinta-feira (13) o Brasil pode presenciar um passo importantíssimo para o avanço de direitos civis e políticos no caminho do fim dessa repressiva guerra às drogas. Será que o STF vai descriminalizar amanhã? Veja a opinião do Dr. André Barros, advogado da Marcha da Maconha, ativista e colunista do SB.

Está na pauta do Supremo Tribunal Federal do dia 13 de agosto de 2015, na 24ª Sessão Extraordinária, a partir de 14 horas, o julgamento do Recurso Extraordinário nº 635659, que pode descriminalizar o consumo de maconha e outras substâncias tornadas ilícitas no Brasil. Destaco a maconha, porque é a substância proibida mais reprimida por causa de nossas raízes racistas, já que foram os negros que trouxeram o hábito de fumar maconha para o Brasil e que resistiram, e ainda resistem, à proibição da planta que brotou em nosso país a partir de suas sementes trazidas da África.
O recorrente do citado RE 635659 é Francisco Benedito de Souza e seu advogado é Leandro de Castro Gomes, Defensor-Público do Estado de São Paulo. Inconformados, recorreram da decisão do Colégio Recursal do Juizado Especial de Diadema-SP que condenou Francisco a 2 meses de prestação de serviço à comunidade, porque guardava 3 gramas de maconha em um único invólucro para consumo próprio na cela de sua prisão.
O Supremo Tribunal Federal reconheceu em seu Plenário Virtual a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, demonstrando a importância do caso para a sociedade. A tendência é a descriminalização do consumo de todas as substâncias tornadas ilícitas no Brasil.
Destaco a maconha, porque o fato em julgamento envolve o porte de maconha para uso próprio. Também pelo fato de que, das drogas tornadas ilícitas, o consumo da maconha é o mais reprimido, porque essa planta é fumada em lugares abertos, a fumaça se espalha e a marola vai longe. Ao contrário da cocaína, por exemplo, que pode ser rapidamente consumida no banheiro e não deixa cheiro.
Mas o julgamento não deve terminar nesta quinta-feira, pois algum Ministro pode pedir vista do processo. Isso pode tanto ser desfavorável, pois o julgamento pode se protrair por um longo período, quanto pode ser até melhor para nossa causa, pois com a repercussão de seu início pode mobilizar um número maior de ativistas pelo país. Precisamos repercutir o caso para que mais pessoas não sejam reprimidas.
Trata-se de um passo importantíssimo para o avanço de direitos civis e políticos no caminho do fim dessa discriminatoriamente repressiva guerra às drogas, que é, na realidade, uma guerra contra os desfavorecidos, pois tira seletivamente a vida e a liberdade de jovens, negros e pobres.
           Fonte:SmokeBD

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

STF deve julgar neste semestre descriminalização do porte de drogas no Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta segunda-feira (3), após período de recesso, os trabalhos do segundo semestre, com vários processos polêmicos previstos para julgamento. Além dos inquéritos da Operação Lava Jato que envolvem políticos, os ministros devem julgar a questão da descriminalização do porte de drogas para uso próprio e o pagamento de perdas da caderneta de poupança com planos econômicos instituídos nas décadas de 80 e 90. A descriminalização do porte de drogas para uso próprio será julgada por meio de um recurso de um detento que foi condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade, por porte de maconha, encontrada dentro de sua cela. A Defensoria Pública de São Paulo alega que o porte de drogas, tipificado no Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), não pode ser configurado crime, por não gerar conduta lesiva a terceiros. “A incriminação ofende direitos e garantias fundamentais do cidadão, especialmente a intimidade e a liberdade individual. Não é possível aceitar que uma norma infraconstitucional ofenda o ápice do ordenamento jurídico, considerando crime uma conduta que está devidamente amparada por valores constitucionalmente relevantes”, argumentam os defensores públicos. A Corte aguarda manifestação do ministro Luiz Edson Fachin para voltar a julgar perdas da caderneta de poupança com planos econômicos instituídos nas décadas de 80 e 90. Por falta de quórum, o julgamento das ações está suspenso desde o ano passado. Em junho, antes de tomar posse no STF, o ministro afirmou que decidirá em agosto se participa do julgamento. Fachin atuou como advogado em um processo que questionou o prazo prescricional dos planos no Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com o regimento interno do Supremo, ele pode se declarar impedido de julgar a ação por ter atuado como advogado em processos sobre o mesmo assunto. A continuidade do julgamento depende da decisão de Fachin. Os ministros Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Luiz Fux já se declararam impedidos. A sessão que abre os trabalhos do segundo semestre no STF está prevista para começar às 14h. Os ministros vão decidir se o princípio da insignificância pode ser aplicado em casos de reincidência. A Corte vai analisar três habeas corpus de acusados que foram condenados pelo furto de dois sabonetes, um par de sandálias e 15 bombons.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

No Chile, Câmara descriminaliza cultivo de maconha para consumo próprio

Permitido a maiories de 18 anos, uso poderá ser medicinal ou recreativo; erva, considerada hoje uma droga pesada, continuará proibida em locais públicos

Com 68 votos a favor, 39 contra e cinco abstenções, a Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta terça-feira (07/07) um projeto de lei que descriminaliza o de maconha para consumo próprio, para fins recreativos e medicinais.
O texto, que será enviado agora ao Senado, prevê que os autocultivadores devem ser maiores de 18 anos, mas em caso de uso terapêutico a maconha poderá ser administrada a menores de idade, desde que com receita médica. A quantidade máxima permitida por pessoa é de 10 gramas, e por domicílio, 500 gramas.
Wikicommons
Estudos mostram que legalização para fins medicinais nos EUA não aumentou consumo entre adolescentes 
No país, a maconha é incluída na legislação como droga pesada. O autocultivo e a venda são passíveis de punição. Mesmo com a aprovação da lei, o uso em locais públicos seguirá sendo proibido.
Em meio ao debate em torno da aprovação do texto, o deputado Nicolas Monckeberg, do partido de centro-direita Renovação Nacional, afirmou que "quando o país não conseguiu controlar o consumo de álcool por menores, sustentar que vamos ser capazes de controlar o consumo e a dependência de maconha entre os menores é, francamente, agir com ingenuidade".

Por outro lado, a ex-líder estudantil e deputada do Partido Comunista Camila Vallejo disse considerar ingênuo que o autocultivo represente uma liberação da droga: "Podemos negar que, quando os jovens usam maconha pode e não podem cultivá-la devem recorrer ao tráfico para comprá-la?", abrindo a porta para drogas mais pesadas como a cocaína e a pasta base, argumentou.
No Uruguai, foi aprovada uma lei, no final de 2013, que regula totalmente o mercado da erva. Além disso, nos Estados Unidos, ao menos 24 de 50 estados já autorizam o uso de maconha para fins medicinais.
Mujica fala da liberação da maconha no Uruguai:

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Colorado (EUA) fatura US$ 14 mi no primeiro mês de venda legalizada de maconha

A comercialização legalizada de maconha medicinal no Colorado (EUA) fechou o mês de janeiro --o primeiro desde a legalização-- com faturamento de US$ 14 milhões, sendo US$ 2 milhões o total em impostos arrecadados, de acordo com dados apresentados nesta segunda-feira (10) pelo Departamento de Receita norte-americano.






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Maconha queima neurônio? PARCIALMENTE VERDADE: estudos comprovam que fumar maconha antes dos 15 anos de idade diminui o QI, mas essas mesmas pesquisas mostram que, após os 20 anos, a maconha não traz problemas cognitivos. "Essa diferença tem a ver com a maturação do cérebro, porque na adolescência ele ainda está terminando de se formar. Entre os 15 e os 20 anos é uma faixa nebulosa, onde não foi possível comprovar qual o impacto. Ainda assim, consideramos uma idade de risco", explica Thiago Marques Fidalgo, psiquiatra do Hospital A.C.Camargo Leia mais Getty Images
O Estado aprovou a venda de maconha medicinal em 2013, mas os negócios só foram iniciados neste ano, com cerca de 160 lojas autorizadas. A taxação é de 12,9% sobre as vendas e de 15% em impostos especiais de consumo.
Os moradores do Colorado aprovaram a cobrança no ano passado, com a exigência de que os primeiros US$ 40 milhões arrecadados em impostos especiais de consumo sejam usados na construção de escolas.
O governo já encaminhou ao Legislativo uma proposta detalhada de como gastar US$ 134 milhões arrecadados com a venda de maconha, incluindo campanhas antidrogas para crianças e mais publicidade para desencorajar motoristas a dirigirem se ainda estiverem sob o efeito da droga.

MACONHA ALAVANCA TURISMO

A Declaração de Direitos dos Contribuintes do Colorado estabelece que qualquer aumento de imposto seja aprovado pelos eleitores e limita o uso do dinheiro arrecadado se o valor for maior do que aquele previsto inicialmente e divulgado à população.
Em 2013, a arrecadação com a comercialização de maconha foi estimada em US$ 70 milhões por ano, e ainda não está claro o que os legisladores estarão autorizados a fazer com o que entrar a mais no caixa.
O orçamento 2014-2015 do Colorado está agora em discussão e não inclui nenhuma antecipação dos impostos advindos da venda de maconha. (Com AP)


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Nova York admite posse de pequenas quantidades de maconha

NY Mayor De Blasio And NYPD Commissioner Bratton Announces Changes To Marijuana Policy
Quem tiver até 25 gramas não será preso, mas receberá multa, diz prefeito. Fumar em público continua proibido; medida visa reduzir número de prisões.
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou nesta segunda-feira (10) uma flexibilização da política da cidade em relação à maconha, onde a posse de quantidades inferiores a 25 gramas não será mais passível de prisão.
“Muitos nova-iorquinos sem antecedentes criminais estavam sendo detidos por posse de maconha em pequenas quantidades e isto visa reduzir as prisões desnecessárias. Estamos vendo uma grande redução das detenções sem necessidade. É um passo importante”, afirmou De Blasio em entrevista coletiva ao lado do chefe de polícia, Bill Bratton.
A nova regra entrará oficialmente em vigor no próximo dia 19 de novembro, e apesar de escapar da prisão, o portador de pequena quantidade de maconha será citado judicialmente e poderá pagar uma multa de até US$ 100, precisou Bratton.
A polícia segue autorizada a deter qualquer pessoa que fume maconha em público, que planeje vender a droga, que tenha antecedentes criminais ou que esteja em “lugares especiais”, como uma escola.
“Não se enganem, a maconha ainda é ilegal na cidade de Nova York. As pessoas que fumarem em público serão detidas”, disse Bratton em entrevista coletiva.
Segundo De Blasio, a medida visa a evitar que jovens tenham antecedentes criminais por um erro menor.
Em 2013, a polícia deteve 28 mil pessoas por posse de maconha e os números de 2014 não devem ser muito diferentes.
Os Estados Unidos têm debatido nos últimos anos a revisão das políticas sobre a posse e o consumo da maconha.
Na terça-feira passada, Washington DC, Oregon e Alasca votaram pela descriminação da maconha.
Os estados do Colorado e Washington, situados no noroeste do país, foram os primeiros a aprovar, nas eleições de 2012, a comercialização e a posse de pequenas quantidades de maconha.
via G1

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Por dentro de um clube canábico no Uruguai

O Brasil vai ter que comer muita empanada com doce de leite pra chegar aos pés do Uruguai quando o assunto é legalização da maconha. Enquanto na pátria do prensado qualquer incauto cultivador pode ser detido e acusado de tráfico de drogas – mesmo que tenha só uma planta germinada ao acaso – nossos hermanos estão incontáveis patamares acima no quesito liberdade individual.
Aprovado em dezembro de 2013, o ousado projeto de legalização proposto pelo governo de Mujica ainda segue incompleto. Das três vias de acesso previstas à erva, “apenas” o auto-cultivo e os clubes canábicos estão em vigor & a todo vapor (seja de sódio ou metálico). Já as polêmicas farmácias, que supostamente venderão maconha produzida pelo Estado, permanecem como uma ideia um tanto quanto obscura e que ainda não saiu do papel.
Mas quem precisa de farmácia quando se pode plantar no próprio guarda-roupa ou jardim, sem medo de tomar uma dura do coxinha mais próximo? Ou melhor: quem se preocuparia com “maconha estatal de farmácia” quando se pode plantar com os melhores amigos?
Pois é essa a ideia & o feeling por trás dos clubes canábicos uruguaios, que constituem uma das formas mais inteligentes e eficazes de garantir acesso justo e controlado à erva.
Durante visita ao Uruguai para a Expocannabis, em dezembro passado, tive o privilégio de conhecer as instalações do primeiro clube canábico registrado no país, o El Piso, localizado em Montevideo.
Nesta sala estão 99 plantas em fase de floração
Fundado em junho de 2014, o clube segue à risca as normas estabelecidas pelo Instituto de Regulación y Control del Cannabis. A começar pelo número de plantas, que não pode ultrapassar 99 em estágio de flora. Além disso, a entidade deve ser composta por no mínimo 15 e, no máximo, 45 sócios – todos maiores de idade, nascidos ou naturalizados no país.
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No dia da visita ao grow, cerca de 50% das plantas já estavam prontas para a colheita, marcada para o dia seguinte, um domingo. O momento da manicure – assim como as tarefas de limpeza e manutenção do grow – são compartilhadas entre alguns membros, que possuem um abatimento na mensalidade. Os demais pagam aproximadamente 1800 pesos uruguaios (cerca de R$ 180) para fazer parte do clube e ter acesso à erva, que jamais deve ultrapassar a quantia de 480 gramas ao ano por sócio.
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Dentre as espécies cultivadas pelo El Piso nesta última temporada, figuram strains clássicas & potentes, como OG Kush, Sour Power, Lavender, Chocolope e LA Confidential. Além dos buds, os 40 sócios do clube também têm acesso aos extratos, haxixes e concentrados que eventualmente venham a ser produzidos. “É tudo compartilhado entre todos”, reitera Diego Garcia, jardineiro responsável pela plantação.
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Constituído como “associação civil”, o clube canábico é regido por um estatuto que, entre outras coisas, também estipula uma única pessoa como “jardineiro-chefe” – geralmente aquele que possui mais experiência e melhores colheitas no currículo. No caso do El Piso, a nobre função está à cargo de Diego Garcia, ganhador da última Copa Cannabis.
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Embora a lei uruguaia determine o número máximo de 99 plantas em floração, não há nada especificado sobre a quantidade de plantas no período vegetativo. “Aqui temos 159 clones vegetando, além das 13 madres”, relata Diego, mostrando uma sala equipada com 2 mil watts de lâmpadas de vapor metálico dedicadas exclusivamente à vega.
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A sala de vega também abriga um berçário, onde os novos cortes são colocados para enraizar. Assim que são colhidas, outras plantas já vegetadas são enviadas para a sala de flora, enquanto os clones já enraizados são transplantados e colocados para vegetar. “Assim garantimos ciclos de cultivo ininterruptos”, comenta Diego.
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Ao lado, a sala de floração está equipada com oito lâmpadas de vapor de sódio de 600 watts, além de sistemas de exaustão e ar condicionado para manter a umidade e a temperatura sob controle.
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Diego aproveita para nos mostrar também os fertilizantes que costuma usar para nutrir as plantas. Seguindo a tendência uruguaia de um cultivo mais limpo e natural, apenas aditivos orgânicos e obtidos através de fontes naturais são utilizados.
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Uma das exigências do IRCCA é preenchimento de fichas que detalham a aplicação de fertilizantes, fungicidas e demais produtos aplicados nas plantas. “É importante manter tudo anotado e organizado, pois se houver qualquer irregularidade estamos sujeito à multa durante uma eventual fiscalização”, conta Diego. Até a data da reportagem, o El Piso não tinha passado por nenhuma fiscalização.
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Flor prestes a ser colhida pelos felizes membros do El Piso.
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Para dar contas das inúmeras e extenuantes funções de jardineiro, Diego trabalha em média oito horas por dia, de segunda a sexta, além de alguns finais de semana. “É necessário ter dedicação integral ao trabalho, por isso recebo um salário previsto no orçamento do clube”, diz ele, que deixou o emprego formal numa loja para se dedicar ao que mais gosta: plantar maconha!

domingo, 4 de janeiro de 2015

CBD também é maconha e pode ser produzido em casa

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CBD Também é MACONHA
A legalização brasileira está em plena construção, mas que tipo de legalização queremos?
Quando os ativistas canábicos começaram o ano, jamais poderiam imaginar que o processo da sonhada legalização avançaria tanto em tão pouco tempo. De janeiro pra cá, nada menos que três iniciativas buscando legalizar a maconha foram encaminhadas no Congresso Federal: uma iniciativa popular que recebeu apoio de mais de 20 mil pessoas, cuja qual o relator é o senador Cristovam Buarque, e mais dois projetos de lei propostos pelos deputados Jean Wyllys e Euríco Junior. Mas o principal e mais forte impulso na legalização não veio da esfera política.
Além dessas iniciativas, houve um fato histórico e sem precedentes que abriu as portas para um novo nível no debate. Trata-se do caso da pequena Anny Fisher, uma garotinha de 5 anos que sofre de epilepsia e é tratada com maconha medicinal (até então importada ilegalmente por seus pais). O drama da família ganhou destaque nacional, por meio da internet e televisão. Após a divulgação na internet de um vídeo no qual Katiele Fisher (mãe de Anne) narra como o óleo de maconha ajuda nas crises e convulsões da filha, o caso chamou atenção da poderosa Rede Globo, que por sua vez transmitiu para milhões de brasileiros por meio de vários programas, jornais, revistas. O caso ficou bastante conhecido no país e pouco tempo depois a família ganhou na Justiça o direito de importar o medicamento feito à base de maconha. A decisão judicial impede a agência de barrar a importação do produto, que é legalizado nos Estados Unidos.
Esse fato também incentivou a mobilização de outras mães de crianças com epilepsia pela busca da autorização e utilização de importação, mães essas que estão em vias de formalizar uma associação em busca desse direito. Diante dos fatos e da crescente pressão, a ANVISA anunciou que estuda reclassificar o CBD e autorizar a prescrição de medicamentos à base do canabinóide.
Esta medida será votada hoje pelos diretores da agência e muito provavelmente será aprovada. Com esta decisão, a substância passará a integrar a lista de classificação C1, que permite a prescrição e a importação do composto em forma de medicamento. Este é sem dúvidas mais um passo importante em direção à plena legalização.
Interesses industriais
Mas que lindo seria se tudo fosse tão simples quanto parece né? É exatamente aqui que começam os problemas. Como mídia social e um dos principais canais canábicos brasileiros, o projeto Charas tem por obrigação explanar algumas reflexões e críticas que vem surgindo ao longo desse processo.
A repentina glamorizarão do Canabidiol (CBD), por parte das grandes mídias corporativas, pode esconder uma jogada de marketing envolvendo uma nota preta, digna da legalização da maconha – mas só para a indústria farmacêutica. Se o discurso que vem sendo adotado não for reavaliado, corremos o risco de sofrer uma legalização parcial e ineficaz para a maioria dos afetados por essa questão. Complicou? Vamos dichavar.
O óleo se chama, em inglês, Hemp Oil (RSO), que na fiel tradução significa Óleo de Maconha, e o “RSO” vem de Rick Simpson Oil, Óleo de Rick Simpson, pois ele foi e é o principal responsável pela redescoberta do óleo. Se prestarem atenção, em praticamente todo lugar que se abordou o caso do óleo de maconha, ele não foi chamado por esse nome. O medicamento esta sendo chamado de “Óleo de CBD”, numa clara tentativa de desassociação da imagem da maconha e toda a questão recreativa, tráfico de drogas, etc. Essa nomenclatura foi largamente utilizada pela mídia de massa e transmitiu à população uma falsa impressão do que é o óleo e do que é um tratamento à base de maconha medicinal. Muitas mães também passaram a adotar a expressão “Óleo de CBD”, e isso compromete ainda mais a dinâmica do processo.
Então antes de mais nada, devemos esclarecer (inclusive para as “mães do CBD”) o que é maconha medicinal e como é feito o tratamento à base dessa planta. Já publicamos anteriormente um artigo dedicado à esse tema, mas resumindo, a maconha é uma planta (a única) que possui agentes químicos chamados canabinóides. Esses canabinóides interagem com nosso corpo e são responsáveis tanto pelos efeitos medicinais, quanto os psicoativos – que também não deixam de ser medicinais. A planta da maconha possui dezenas de canabinóides diferentes, responsáveis por diferentes funções e benefícios para a saúde.
O CBD é apenas um dos inúmeros canabinóides disponíveis na planta da maconha. Ele recebe uma atenção especial por ser o segundo em quantidade e não-psicoativo, balanceando os efeitos psicoativos do canabinóide mais abundante de todos, seu primo THC. Apesar disso, o THC também tem importantes efeitos medicinais, como nos casos de esclerose múltipla e depressão, além de ter efeitos anti cancerígenos. Existe uma grande variedade de disponíveis na maconha, inclusive no óleo de maconha. E agora chegamos no “x” da questão.
A industria farmacêutica se preocupa mais com lucro do que com a saúde dos pacientes.
A indústria farmacêutica se preocupa mais com lucro do que com a saúde dos pacientes.
A lógica da indústria farmacêutica é dividir, isolar, multiplicar, engarrafar e vender. E a lei do lucro é a maior constante em qualquer indústria, e com a farmacêutica não seria diferente. Porém, a maconha exige uma atenção especial dessa indústria, pois tem o potencial para arruinar seus negócios. Isso faz com que as grandes farmacêuticas desejem controlar a produção e distribuição de maconha medicinal, para que não sofram grandes prejuízos por conta de outros produtores. Dessa forma, a plena legalização da maconha é o pior pesadelo da chamada “Big Pharma”. Imagine o dinheiro que deixariam de ganhar se cada um pudesse plantar seu medicamento dentro da própria casa?
A maconha é a planta mais versátil e medicinal do planeta. Poderia facilmente substituir a grande maioria dos medicamentos que estão disponíveis hoje nas prateleiras das farmácias. De remédio pra dor à vitamínicos e complementos alimentares, o uso da maconha medicinal tira o lucro da indústria. Dominar e controlar essa planta é certamente um objetivo para Bayer e outras.
Na verdade, a indústria farmacêutica já está preparando terreno visando a legalização. Representantes das maiores empresas já estão sondando os profissionais da saúde que estão na linha de frente da legalização no Brasil, comparecendo em eventos da classe médica, entre outras iniciativas para investigar como está se dando o processo e qual a melhor forma de lucrarem com isso. Não precisamos de um medicamento feito de maconha, pois a maconha em si é o próprio medicamento.
Mudando o discurso
Então agora vamos voltar para o discurso que vem sendo adotado tanto pelas mães, como pelas mídias de massa, o tal do “Óleo de CBD”.
É preciso que todos entendam, principalmente as mães, que esse “Óleo de CBD” é na verdade Óleo de Maconha, e que o que essas crianças estão ingerindo é um extrato que possui também todos os outros canabinóides da planta. A diferença pode estar nas quantidades de cada canabinóide, pois a maconha possui diversas linhagens e cada linhagem possui quantidades diferentes de canabinóides. Através de cruzas e outras técnicas de cultivo, é possível desenvolver uma planta com alto índice desse ou daquele canabinóide. É o caso do óleo que Anny está utilizando contra a epilepsia. Ele é feito de uma planta que possui pouco THC e muito CBD, porém não significa que não tenha THC, ou THCA, ou THCV, ou CBN, ou CBG, ou qualquer uma das outras dezenas de canabinóides disponíveis na maconha.
Também é importante lembrar que o óleo não serve só para epilepsia, muito menos só para crianças. O óleo de maconha é entre outras coisas, a cura do câncer! Milhões de pacientes podem ser beneficiados pelo uso do óleo, pois ele é basicamente um extrato da planta com todos seus benefícios medicinais. O óleo ajuda quem sofre de epilepsia, câncer, esclerose múltipla, dores crônicas, glaucoma, depressão e muitas outras condições.
Por isso, é de extrema importância que todos os envolvidos nesse processo de legalização parcial mudem o discurso/nomenclatura e apoiem também a legalização completa. É compreensível que muitas mães não queiram se envolver com outras questões a não ser o CBD: algumas são de classe média/alta, poucas (se não nenhuma) já tiveram algum contato com maconha antes, o medo do preconceito (as vezes delas próprias) somado com a falta de informação sobre maconha, etc. Mas essa postura precisa mudar, inclusive para o benefício de seus próprios filhos. Elas precisam se unir aos ativistas que estão na luta pela legalização recreativa e industrial também, pois só assim poderemos construir uma regulamentação justa e benéfica para todos.
Na verdade, o discurso já está mudando, como podemos ver nesse vídeo:


Se tudo der certo hoje, a Anvisa deve reclassificar o CBD, autorizando no caso a prescrição e importação do medicamento. Porém para importar custa de U$ 300 à U$ 500, e nem todas as famílias e pacientes tem condições de arcar com um tratamento de valor tão elevado. E ai vem o bote da indústria, que se apresentará com a “boa intenção” de produzir o medicamento para baratear os custos finais do paciente. Essa produção poderá ser feita em solo brasileiro ou lá fora, como é o caso do Sativex, mas em ambos os casos, o valor será elevado e a situação dos pacientes que precisam de outros canabinóides não fica resolvida, muito menos a questão dos usuários recreativos e jardineiros que plantam em casa.
Falando em Sativex, é bom lembrar que ele também será muito propagandeado aqui no Brasil. Seguindo a linha do óleo de maconha industrializado, o Sativex vai ser uma segunda opção em CBD para aqueles que precisam desse tratamento. Porém, como tudo industrializado, não é tão bom quanto o natural.
A maconha possui um efeito de entrega (Entourage Effect), no qual todos os canabinóides interagindo juntos no organismo provocam um efeito muito melhor do que algum deles isolado. No caso do medicamento com canabinóides isolados, os efeitos colaterais costumam ser bem mais desagradáveis que consumindo o coquetel de canabinóides, podendo variar de uma simples indisposição à dores, tonturas e desorientação. Em alguns casos específicos, pode ser que o isolamento dos canabinóides possa ser uma necessidade, mas para grande maioria dos pacientes não é.
Outras alternativas
Caso o CBD seja reclassificado, uma janela de oportunidades será aberta e cabe à todos envolvidos nesse processo não deixar que ela se feche: por que importar ou comprar da indústria, se podemos desenvolver várias outras alternativas mais viáveis e saudáveis?
É o grande momento de discutirmos meios de produção de óleo de maconha em território nacional. Produzir o óleo não é difícil, o maior problema mesmo é conseguir maconha suficiente. Muitos jardineiros tupiniquins sabem como produzir um óleo de excelente qualidade, inclusive já até publicamos um artigo especial dedicado ao Óleo de Maconha (RSO). A grosso modo, qualquer pessoa pode produzir seu próprio óleo em casa, basta ter o conhecimento e material disponível.
Dessa forma, quem ganha com o óleo industrializado? A “Big Pharma” ganha, com certeza. Podemos desenvolver cooperativas medicinais, associações canábicas, convênios, etc. As possibilidades são muitas e sem dúvida barateariam o tratamento médico a base de maconha medicinal. Surge ai possibilidade do tratamento com a planta in natura, não só na forma do óleo super concentrado. E é nesse sentido que o debate tem que ser construído.
Um passo de cada vez sim, mas quanto antes as “mães do CBD”  caírem de cabeça no movimento e se unirem aos jardineiros, melhor e mais rápido será o processo. A bola da vez é a questão do CBD, e essas famílias tem a atenção da mídia nacional voltada para elas. Se hoje, um jardineiro tentar falar sobre legalizar o plantio de maconha, provavelmente será descriminado e ridicularizado. Mas se as mães dessas crianças começarem a questionar a importação do óleo, a produção e distribuição, modelos para se viabilizar tudo isso… com certeza o avanço será muito maior. Talvez não saibam o poder que tem em mãos nesse momento. Mesmo com três outras iniciativas de legalização em tramitação no Congresso, com certeza os maiores avanços virão da questão do óleo de maconha.
Regulamentar o uso da maconha medicinal é uma questão de respeito e dignidade, para crianças e adultos. Mas se não tomarmos cuidados, ficaremos reféns de uma indústria que além de não querer perder mercado, pretende aumentar os lucros e dominar a produção desse valioso medicamento. Quanto mais se repete o discurso do “Óleo de CBD”, mais distante ficamos de finalmente libertar a planta. Agora é, mais do que nunca, o melhor momento para a união entre pacientes e jardineiros. Se essa turma se juntar, não tem proibicionismo ou interesse que freie a legalização no Brasil.
MATERIA RETIRADA DO PROJETO CHARAS