Mostrando postagens com marcador Curiosidades Sobre Maconha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades Sobre Maconha. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de janeiro de 2016

O Grow do futuro;empresa cria estufa que automatiza o cultivo caseiro de maconha.

"O mercado evolui junto com os maconheiros,tudo evolui menos essa votação para regularizar a maconha no brasil"

De olho no emergente mercado canábico impulsionado pela legalização da maconha em diversos países a startup "leaf" criou uma estufa automatizada para o cultivo de  cannabis.


 O "grow" é  um pouco menor que uma geladeira e cuida praticamente sozinho do cultivo;bastando o proprietário apenas colocar as sementes dentro da máquina.Sensores monitoram a luminosidade,a ventilação, o PH do solo e o nível de nutrientes (woow!).Caso haja alguma falha, a "leaf" que leva  o mesmo nome da startup que a desenvolveu corrige automaticamente.

 A estufa ainda tem um sistema que através de um aplicativo para smartfones fornece ao grower um relatório com todas as informações sobre a planta e seu desenvolvimento.



 Também através do celular é possível ver fotos e vídeos em tempo real para saber como anda o desenvolvimento da sua plantação; o grow já vem equipado com uma câmera HD interna.E segundo o que consta no site do fabricante os LEDs que equipam o grow formam projetados pela NASA e adaptados para o cultivo de cannabis.

 Os fabricantes estimam que a "Leaf" tenha capacidade de suportar uma colheita de cerca de 140g de maconha.



 Para cada colheita o cultivador terá que comprar novos cartuchos com nutrientes.

 O CEO da startup Jonathan Ofir diz que a venda da "recarga" para a estufa será a base de negócios da empresa, semelhante com o que ocorre com as impressoras.

Veja como funciona a troca de nutrientes.

 A maquina que ainda está em pré vendas deverá ser lançada em julho desse ano e custará cerca de US$ 1,4 mil dólares quando for oficialmente lançada ao mercado canábico.

FONTE-->Hempensando.
Compartilhe!
website do fabricante:http://www.getleaf.co

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Maconha pode trazer memórias de coisas que nunca aconteceram

Maconha
Maconha: segundo estudo, usuários da substância têm mais chances de "falsear" lembranças do que aqueles que não a consomem
Se a ciência já havia revelado que o consumo de maconha pode limitar a retenção de informações pelo cérebro humano, o que não se sabia até agora é que o uso crônico da droga também facilita a distorção – e até a invenção – de memórias.
Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona e publicado no jornal norte-americano Molecular Psychiatry mostra que os usuários de cannabis têm mais chances de "falsear" lembranças do que aqueles que não a consomem.
Em alguns casos, o cérebro pode se lembrar de coisas que nunca aconteceram.
Não se trata, porém, de loucura ou alucinação. Segundo o artigo, todos nós distorcemos nossas memórias em algum nível.
Um exemplo disso é quando acreditamos nos lembrar com precisão de momentos em nossa infância apenas porque alguém os narrou repetidamente para nós.
No entanto, consumidores crônicos de maconha são mais vulneráveis a estes “erros” de memória. Isso acontece porque a maconha diminui a atividade de uma estrutura cerebral chamada hipocampo, que armazena lembranças e nos permite diferenciar fatos reais de imaginários.
O que preocupa os cientistas é que o uso frequente da cannabis pode comprometer por meses a capacidade do consumidor de distinguir o "verídico do ilusório".
Para os estudiosos, a questão é mais do que um problema de saúde pública. Em um exemplo mais extremo, a distorção de memórias poderia colocar em cheque a validade de um testemunho e a legitimidade de um julgamento.
ExperimentoA descoberta foi realizada por meio de um teste com dois grupos: um de não usuários e outro de pessoas que eram consumidoras de maconha mas não utilizavam a droga havia semanas.
Cada grupo recebeu uma lista com uma série de palavras, com a orientação de tentar memorizá-las.
Alguns minutos depois, receberam a mesma lista, mas com alguns termos adicionais, sendo alguns deles relacionados semanticamente aos anteriores.
Em seguida, os participantes foram convidados a identificar que palavras pertenciam à lista original.
Como resultado, o grupo de consumidores afirmou ter visto na primeira lista palavras que só constavam na segunda.
Usando imagens de ressonância magnética, os pesquisadores observaram nos usuários uma menor ativação em áreas do cérebro relacionadas com a memória e com o controle cognitivo.
Para aqueles que consumiam a droga com maior frequência, a vulnerabilidade do cérebro a "falsas memórias" se mostrou maior.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Como fumar hash no copo

Você ai,é você mesmo que tá vendo essa matéria neste exato momento,você já fumou Hash no copo?
Não?Oque tá esperando? Aprenda agora nesse Vídeo que o Site MARYJUANA preparou para nós!


Gostou da matéria? Gostou do Vídeo? Não esquece do compartilhar! 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Entourage Effect: a comitiva de canabinóides

O poder medicinal da maconha não está em apenas um ou outro canabinóide, mas sim em uma ação conjunta entre todos os seus componentes. Compreender os efeitos da ação dos canabinóides é o principal caminho para desfrutar da versatilidade dessa planta, que vem se mostrando a melhor opção medicinal para inúmeros tratamentos.
Por muitos anos o delta-9-tetrahidrocanabinol, o famoso THC, foi o canabinóide mais popular e amplamente pesquisado pela ciência. Isso se deve ao fato de ser o mais abundante e principal responsável pelos efeitos psicoativos causados pela planta. Até pouco tempo atrás, quase não se falava sobre outros componentes da maconha.
No entanto, hoje em dia parece que o canabidiol (CBD) tem chamado muito mais atenção. O canabidiol é o segundo canabinóide mais abundante na planta da maconha e apesar de ter muitas propriedades medicinais, inclusive anticancerígenas, ele se destaca por não ser psicoativo. Na verdade ele também é responsável por balancear os efeitos psicoativos do THC. Devido à sua capacidade de fornecer alívio terapêutico para crianças e adultos que sofrem de distúrbios epilépticos, o CBD vem ganhando cada vez mais destaque no debate sobre a maconha medicinal. Isso acontece simultaneamente em vários países, inclusive no Brasil.
Por aqui, graças à nossa sociedade desinformada e conservadora, bastou alguns canais de comunicação abordarem o CBD como tratamento não psicoativo para a epilepsia, e logo o composto caiu nas graças de todos, até dos mais desconfiados sobre o tema. Isso porque a abordagem midiática do CBD foi feita de forma individualizada, preconceituosa e desinformada. A grande mídia busca segregar o CBD (em forma de óleo), na intenção de fazer as pessoas pensarem que o canabidiol é algo alheio à maconha, não psicoativo e moralmente permitido. A intenção é muito clara: separar o CBD da maconha e continuar a recriminar o THC, sem esclarecer sobre os outros canabinóides, para manter a proibição da maconha. Esta divisão entre psicoativo/imoral e não-psicoativo/permitido, colabora para a manutenção do preconceito contra o usuário recreativo, além de prejudicar milhares de pacientes que necessitam de outros canabinóides além do canabidiol.
E não é só aqui que acontece isso. Alguns estados americando querem aprovar “leis do CBD” para o uso medicinal do canabinóide como um composto isolado e isso é gravíssimo. Devemos questionar e combater esse tipo de política, afim de melhorar o debate e buscar alernativas mais compatíveis com a versatilidade da maconha.
Por conta dessa divisão inventada pela mídia, muitos leigos podem enxergar o CBD e o THC como competidores, mas não são. A realidade é que ambos os compostos, juntamente com dezenas de outros canabinóides, desempenham um papel importantíssimo na prestação dos benefícios terapêuticos associados ao tratamento com a planta. Os efeitos medicinais são muito melhores quando os canabinóides trabalham em conjunto. É exatamente esse trabalho em equipe, entre canabinóides e mais de 400 outros compostos adicionais (terpenos, flavonóides, etc), que dão versatilidade a maconha e a tornam a melhor opção de tratamento para uma grande variedade de doenças.
A maconha é composta por dezenas de canabinóides medicinais. Dar atenção para um deles e ignorar todos os outros é um completo desperdício e uma injustiça.
A maconha é composta por dezenas de canabinóides medicinais. Dar atenção para um deles e ignorar todos os outros é um completo desperdício e uma injustiça.
Quanto mais canabinóides melhor
Um pessoa bem informada sobre maconha provavelmente estará familiarizada com os mais famosos canabinóides que compõe a planta, conhecidos como os Seis Grandes Canabinóides: THC, CBD, CBG, CBN, CBC, e THCV. Cada planta de maconha contém estes e muitos outros compostos em diferentes porcentagens, como parte do perfil químico total da planta. Uma planta com maior porcentagem de CBD, por exemplo, terá mais efeitos corporais, enquanto que uma planta com um nível de THC mais elevado, terá maior efeito psicoativo. A maconha é uma planta fantástica para a medicina, não só no sentido curativo, mas pela variedade de aplicações possíveis devido à essa grande diversidade de canabinóides.
Graças à décadas de cultivo e aperfeiçoamento de técnicas, hoje é possível manipular genéticas de maconha a fim de desenvolver uma planta com maior ou menor quantidade de determinado canabinóide. Por conta dessas técnicas de cultivo, hoje existem linhagens de maconha com mais CBD do que THC, na proporção de até 4:1. Mas isso não significa que essas plantas deixam de ser maconha só porque tem menos THC, nem os extratos derivados dessas plantas.
É o caso do Óleo de Maconha (Hemp Oil /RSO) de CBD, que está sendo apresentado ao público como medicamento feito unicamente de canabidiol, tornando-o moralmente aceito. Mas isso não condiz com a realidade. Sempre que falarmos sobre um extrato de maconha, o mais correto seria dizer que ele é rico em determinado canabinóide, jamais dizer que ele é feito - porque, afinal de contas, ele é feito de maconha. Portanto, não significa que extratos de CBD contenham somente CBD e estejam livres de THC, ou qualquer outro canabinóide. Este é um grande equivoco cometido por muitos leigos no assunto, quando não conhecem muito bem o processo de produção do óleo. O óleo é feito diretamente da planta, e pode ser feito a partir de qualquer genética de maconha, sendo assim, ele continuará contendo todos os outros componentes, porém em níveis diferentes. A única forma de se produzir um medicamento feito exclusivamente de algum canabinóide, é de forma sintética (como no caso do Marinol).
Além de canabinóides, a composição química da maconha contém outros compostos como os terpenoides, aminoácidos, proteínas, açúcares, enzimas, ácidos gordos, esteres e flavonoides, apenas citando alguns. Naturalmente, você consome todos esses compostos quando utiliza a maconha, seja com finalidades recreativas ou medicinais – inclusive, essa é a forma mais adequada de consumir a maconha medicinal. Vale lembrar que a maioria dos canabinóides apresentam propriedades medicinais e podem beneficiar a saúde em algum sentido. Ou seja, para um tratamento adequado, o médico precisa ter pleno conhecimento sobre genéticas de maconha e aconselhar a melhor genética para cada paciente. Alguns podem precisar de um óleo rico em THC, outros uma tintura rica em CBD, e quem deve fazer a distinção e escolha da genética é o profissional de saúde.
A questão é, como todos esses compostos funcionam em conjunto para proporcionar alívio terapêutico? A resposta pode ser encontrada em um conceito chamado de Entourage Effect, ou Efeito Comitiva.
Neste vídeo é possível entender melhor sobre os efeitos dos varios canabinóides encontrados na maconha:



Entourage Effect
Descrito pela primeira vez em 1998 pelos cientistas israelenses Raphael Mechoulam e Shimon Ben-Shabat, a ideia básica do Entourage Effect (ou Efeito Comitiva ao pé da letra), é que os canabinóides dentro da maconha funcionam em sinergia, trabalhando em conjunto e afetam o corpo através de um mecanismo semelhante ao dos próprios endocanabinóide do sistema corporal. Esta teoria serve como base para uma ideia bastante recriminada dentro da comunidade farmacologia: a ideia de que em alguns casos os extratos de maconha (óleos, tinturas e inclusive as próprias flores secas) contendo todos os agentes terapêuticos funcionam melhor que a administração de canabinóides individuais e isolados.
A teoria do efeito entrega foi aperfeiçoada há pouco tempo por Wagner e Ulrich-Merzenich, de maneira que eles definem os quatro mecanismos básicos pelos quais o extrato completo da planta contribui para o tratamento medicinal:
  • Capacidade de afetar múltiplos alvos dentro do corpo;
  • Capacidade de melhorar a absorção de ingredientes ativos;
  • Capacidade de superar mecanismos de defesa bacterianas;
  • Capacidade de minimizar os efeitos colaterais adversos.
Assista à este vídeo onde o Dr. Sanjay Gupta explica sobre o funcionamento dos canabinoides no nosso corpo e aborda também o Efeito Comitiva:


Múltiplos alvos
Muitos estudos têm demonstrado a eficácia da maconha como um agente terapêutico para espasmos musculares associados a esclerose múltipla. Um estudo realizado pelo Dr. Wilkinson e colegas, determinaram que os extratos da planta inteira foram mais eficazes do que o componente THC isolado.
Os pesquisadores compararam 1mg de THC contra 5mg/kg de extrato de maconha com a quantidade equivalente de THC, e descobriram que o extrato da planta  produziu um efeito antiespasmódico muito maior que o composto isolado. Os investigadores atribuíram este resultado a presença de canabidiol (CBD) no extrato de maconha, o que ajuda a facilitar a atividade do sistema endocanabinóide do corpo.
Melhor absorção
O Efeito Comitiva também trabalha para melhorar a absorção dos extratos de maconha. Os canabinóides são compostos quimicamente polares, ou seja, de difícil absorção pelo corpo na forma isolada.
A absorção de produtos tópicos fornece um exemplo deste problema. A pele é composta por duas camadas, o que faz com que seja difícil a passagem de moléculas muito polares, tais como a água e canabinóides. Com o auxílio de terpenoides, como cariofileno, a absorção de canabinóides pode ser aumentada e os benefícios terapêuticos alcançados mais facilmente.
Superando os mecanismos de defesa bacterianas
O Efeito Comitiva encontrado nos extratos de maconha, é eficaz no tratamento de várias infecções bacterianas. Existem uma série de estudos que mostram as propriedades antibacterianas dos canabinóides. No entanto, em alguns casos as bactérias desenvolvem mecanismos de defesa ao longo do tempo para combater os efeitos dos antibióticos, tornando-as resistentes às terapias anteriormente eficazes.
Sendo assim, os extratos da maconha são altamente benéficos, pois também possuem componentes não-canabinóides que têm propriedades antibacterianas. Estas moléculas atacam as bactérias através de maneiras diferentes dos canabinóides. Atacando em várias frentes, o desenvolvimento de resistência bacteriana se torna limitada.
Combatendo possíveis efeitos colaterais adversos
Por fim, o Efeito Comitiva permite que certos canabinóides modulem os efeitos colaterais negativos de outros canabinóides. O exemplo mais cabal disso é a capacidade do CBD de modular os efeitos psicoativos do THC.
Muitos já ouviram falar sobre o aumento da ansiedade e paranoia por vezes associada ao consumo da maconha. Entretanto, uma pesquisa mostrou que graças ao Efeito Comitiva, o CBD pode ser eficaz em minimizar a ansiedade associada ao THC, diminuindo sentimentos de paranoia nos raros casos relatados por usuários.
Como você pode ver, o THC, CBD e os outros canabinóides não precisam competir uns com os outros, muito pelo contrário, eles não só podem, como devem trabalhar em conjunto, afim de proporcionar a cura e/ou alívio terapêutico para uma ampla variedade de condições.

Vivemos um momento favorável ao CBD e apesar de termos consciência que já é um grande passo, temos que ficar atentos ao discurso que está sendo adotado pela mídia de massa (adotado inclusive por muitos pais e pacientes que precisam do canabidiol), onde destacam apenas o composto CBD como agente tratador de doenças, desassociando ele da planta da maconha e negligenciando os benefícios medicinais de todas as outras dezenas de canabinóides – como se somente o uso do CBD fosse medicinal e merecesse respeito, enquanto o uso de outros canabinóides – tão ou mais importantes, dependendo do caso – é considerado desnecessário. Isso também compromete a saúde de milhares de outros pacientes que se beneficiam dos efeitos de outros canabinóides, como o próprio THC que é o indicado em casos de TDAH, depressão, ansiedade, esclerose múltipla, entre outras.
Os casos do uso de CBD que ganharam destaque na mídia são todos relacionados à epilepsia, e existe uma infinidade de casos na internet de diversas outras doenças, tratadas com a maconha completa, inclusive casos de cura de câncer. O direito à maconha medicinal, seja na forma de óleo, tintura, pomada, extrato de CBD, de THC ou oqualquer seja, é uma questão de respeito e dignidade. A luta é pela planta, não por um composto.
Além disso há uma questão não abordada pela mídia, porém não menos importante e que vale a pena destacar: ninguém deveria precisar pedir permissão para importar nenhum tipo de extrato de maconha, pois deveríamos cultivar a maconha aqui mesmo. O interesse da grande indústria em manter a planta proibida é muito grande, e quanto mais distante eles conseguirem nos manter longe dela, mais poderão lucrar. Monopolizar o cultivo e produção de medicamentos é sem dúvida um dos objetivos das grandes farmácias, como a Bayer e seu braço GW Pharma. Sociedade e legisladores precisam entender que a melhor alternativa para produção de maconha medicinal é plantar aqui, em solo brasileiro, e não ter que importar. A parcela de pacientes que podem pagar U$ 500 (fora impostos) na importação do óleo, é mínima, apenas quem tem muito dinheiro para manter um tratamento assim. O óleo de maconha deveria ser distribuído gratuitamente pelo SUS e regulamentado para a produção caseira ou por cooperativas, e o que não falta são pessoas já dispostas a começar trabalhar com isso aqui no Brasil.
O cultivo caseiro é pilar central na questão da maconha medicinal.
O cultivo caseiro é pilar central na questão da maconha medicinal.
O primeiro passo já foi dado e é importante sim, mas a forma como esta sendo conduzido fará toda a diferença. A sociedade precisa compreender que não é possível isolar um canabinóide a não ser pela produção sintética, nenhum óleo no mundo é composto apenas por um único canabinóide. Não existe esse papo de “óleo de CBD”, é óleo de maconha! Ou se quiserem, óleo de maconha rico em CBD. Nesse sentido, o mais importante é o conhecimento das genéticas adequadas e o desenvolvimento de tratamentos com base nessas genéticas específicas.
Uma coisa é certa: comer frutas reais, legumes e outros vegetais, proporciona uma nutrição muito mais saudável e eficaz do que tomar pílulas de vitaminas isoladas. A ciência vem mostrando que com a maconha pode funcionar da mesma forma, a comitiva de canabinóides valem muito mais do que um único composto isolado. Que venha o óleo, que venham as cooperativas e cultivo caseiro… que venha a cura pela maconha.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Fumar maconha pode ser bom para o relacionamento

casal-dorga
Não me culpem. Isso é coisa da ciência.
Um grupo de pesquisadores americanos acompanhou a vida de 634 casais durante os primeiros noves anos de casamento. Eles queriam saber se algum deles fumava maconha (e, em caso de resposta positiva, com que frequência) e quantas brigas sérias costumavam ter.
Os pesquisadores perceberam que os casais maconheiros, que fumavam até três vezes por semana, eram os que menos brigavam, com menos relatos de violência doméstica. Na verdade, quanto mais maconha o casal fumava junto, menores eram as chances de terem alguma discussão mais séria e violenta.
A explicação segue a mesma lógica de outra história: aquela de que casais que bebem juntos se entendem melhor – aliás, os dois estudos foram feitos pelo mesmo pesquisador: Kenneth Leonard. Em ambos os casos, casais que compartilham os mesmos interesses costumam ter valores parecidos e fazer parte do mesmo círculo social. E, por isso, brigam menos.
Fez sentido para você?
Crédito da foto: flickr.com/perspective/

Marca de roupa americana dará maconha de brinde a clientes

Maconha (Foto: Ap Photo/Matilde Campodonico)Comprador qualificado receberá 3,5 g de brinde
(Foto: AP Photo/Matilde Campodonico)
A marca Hemp House, que tem sua sede em Denver (Colorado, EUA.), iniciou nesta semana uma promoção peculiar de suas roupas: um oitavo de onça (3,5 gramas) de maconha de graça para os compradores qualificados.
Em seu site, a loja confirma que colocará à venda em dezembro suas roupas feitas com fibra de cânhamo e indica que para cada entrega em Denver, o cliente que encomendar suas roupas receberá "um presente surpreendente".
Os estados de Washington e Colorado iniciaram neste ano a venda legal de maconha a compradores qualificados sob regras que limitam a quantidade adquirida, a idade dos compradores e os graus de intoxicação, da mesma forma como faz com a venda de bebidas alcoólicas
O cânhamo e a maconha (cannabis sativa) são plantas similares. O chamado cânhamo industrial contém um porcentagem muito menor de tetrahidrocannabinol, o ingrediente ativo que faz da maconha um produto psicotrópico.
Outra mensagem da firma em sua página sustenta que o cânhamo é uma fibra antimicrobiana e antimofo, que resiste naturalmente à radiação ultravioleta e absorve facilmente as tinturas feitas a partir de plantas.
Uma mensagem lembra aos potenciais clientes que heróis dos Estados Unidos como George Washington e Thomas Jefferson cultivavam cânhamo em suas plantações, tanto que Benjamin Franklin possuía um moinho que fazia papel a partir do cânhamo

domingo, 31 de agosto de 2014

Milagres de Cristo podem ter sido feitos com maconha

sdfgh

Cientistas americanos divulgaram um estudo em que dizem que Jesus Cristo e seus apóstolos podem ter usado um óleo curativo a base de maconha para curar pessoas com doenças incapacitantes.
Segundo os cientistas, um bálsamo usado nos primeiros anos da era cristã continha um extrato de maconha chamado de kaneh-bosem.
O extrato, que é absorvido pelo corpo quando colocado em contato com a pele, poderia ter ajudado a curar pessoas que sofriam de várias doenças físicas e mentais.
O autor do estudo, publicado na revista americana especializada em Maconha, a High Times, disse que suas descobertas são baseadas no estudo das sagradas escrituras.

Óleo com maconha
O cientista, Chris Bennett, disse que o uso de maconha era bastante difundido na época para ajudar a curar os enfermos.
Ele disse que pelo menos um ungüento usado naquela época tinha uma alta concentração de extrato de maconha.
“O óleo sagrado da consagração, conforme descrito nas escrituras em hebreu do livro do Êxodo, continha até 2 kg de keneh-bosum – uma substância identificada por respeitados lingüistas, antropólogos, botânicos e outros estudiosos como maconha, com a adição de óleo de oliva e outras ervas”, disse.
“Os consagrados daqueles tempos eram praticamente mergulhados nessa poderosa mistura.”
Bennett acredita que o bálsamo pode ter sido usado em alguns dos milagres curativos praticados por Jesus e seus discípulos.
Exorcismo
“Na antiguidade, males como a epilepsia eram atribuídos à possessão por demônios”, explicou. “Curar alguém com o problema, mesmo com o uso de simples ervas, era considerado exorcismo ou cura milagrosa.”
“Curiosamente, a maconha tem se mostrado útil no tratamento não apenas da epilepsia, mas de outros males curados por Jesus, como moléstias de pele, nos olhos ou problemas menstruais.”
O artigo não coloca em dúvida a validade dos milagres descritos na Bíblia. Em vez disso, trata de analisar se a Igreja Católica, em seus primeiros anos, pode ter feito uso de alguma substância para curar.
Nada no estudo, por exemplo, descarta o papel que a fé pode ter tido na execução dos milagres.
Fonte: BBC Brasil

sábado, 30 de agosto de 2014

Não há associação entre câncer de pulmão e o consumo de Maconha

VIA: PROJETO CHARAS
slider27
Mais uma lenda sobre os malefícios da Maconha vem caindo por terra, pois a Maconha não está associada ao risco de se desenvolver um câncer de pulmão. Recentemente rolou uma apresentação na reunião anual da Associação Americana de Pesquisa do Câncer, onde os pesquisadores da Universidade da Califórnia, puderam exibir os dados mais recentes de uma pesquisa sobre essa relação (que não existe).
O estudo apresentado foi baseado em estudos de caso conduzidos entre 1999 e 2012 nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Nova Zelândia, com uma variedade de 2159 casos de câncer de pulmão e 2985 controlados. Todas essas pesquisas foram parte do International Loung Cancer Consortum (ILCCO), que se trata de um grupo internacional de pesquisadores de câncer de pulmão com o objetivo de compartilhar os dados a partir do estudo do câncer de pulmão em curso.
A Dra. Zhang, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, realizou duas analises. Em um deles foram comparados todos os casos de câncer de pulmão e todos os controlados, sem importar se fumaram tabaco no passado ou não. Para diminuir a confusão causada pelo tabaco, ela restringiu as analises apenas para quem nunca havia fumado tabaco. “…Em comparação com os fumantes de maconha regulares que também fumam tabaco, não houve aumento significativo no risco de câncer. Em uma segunda analise, considerando os que fumam apenas maconha, excluindo a turma do tabaco, não houve diferença significativa em nenhuma das comparações, mesmo entre usuários regulares e os ocasionais.
O resumo da apresentação dos pesquisadores, eles concluíram “Nossos resultados mostram claramente que não há nenhuma associação significativa entre a intensidade, duração ou consumo regular de maconha e o risco de câncer de pulmão”. Vale lembrar também que inúmeros estudos pré-clínicos já documentaram que os canabinoides na verdade possuem propriedades anti-cancerígenas, incluindo a inibição do surgimento de células cancerígenas no pulmão.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Maconha pode ser benéfica no tratamento de acnes




Não é de hoje que sabemos que a maconha faz muito bem para a pele. Na Califórnia, onde existe o mercado legal mais antigo em solo americano, cosméticos como cremes e óleos de beleza feitos à base de maconha são bastante comuns. Porém uma nova pesquisa vem mostrar que a ganja pode também ser um eficaz tratamento contra as indesejáveis acnes.
O estudo publicado recentemente pelo Journal of Clinical Investigation, e também pelo National Institute of Health, descobriu que o canabidiol (CBD) pode ser uma poderosa ferramenta no tratamento de acnes, mas alerta para a necessidade de mais testes e avanços nas pesquisas.
Para este estudo, os pesquisadores utilizaram canabidiol natural e aplicaram em glândulas sebáceas humanas, a fim de investigar os efeitos do canabinóide sobre suas funções. Após analise dos resultados, os cientistas determinaram que o CBD se comporta como um agente sebostático altamente eficaz.
“A administração de canabidiol em culturas sebáceas humanas e no órgão da pele humana, inibiram as ações lipogênicas de diversos compostos, incluindo ácido linoleico e testosterona, e proliferação de sebocite suprimido através da ativação do receptor transiente vanilde 4 (TRPV4) canais iônicos”, afirmam os pesquisadores. E concluem: “somando os dados obtidos e fazendo uma analise cuidadosa, nossos resultados sugerem que, devido à combinação de efeitos lipostaticos, antiproliferativo e anti-inflamatórios, o CBD tem potencial como agente terapêutico promissor para o tratamento de acne vulgaris”.
De qualquer forma, vale lembrar que mesmo faltando mais estudos, a utilização da ganja em tratamentos de beleza já é consagrada no mundo inteiro há séculos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Estudo: casais que fumam maconha são menos propensos a se envolver em violência doméstica

Maconha civil?
Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Buffaloencontra uma incidência significativamente menor de violência doméstica entre casais que fumam maconha. "Os casais em que ambos os cônjuges usaram maconha freqüentemente relatado o menos freqüente IPV [violência por parceiro íntimo] perpetração", conclui o estudo.
Estes resultados foram robustos, mesmo após o controle de coisas como variáveis ​​demográficas, problemas de comportamento e uso de álcool. Os autores estudaram dados de 634 casais ao longo de nove anos de casamento, a partir de 1996 Casais foram aplicados questionários regulares sobre uma variedade de questões, incluindo o uso de drogas e álcool e os casos de agressão física para com seus cônjuges recente.
Pesquisas anteriores sobre a relação entre o uso de maconha e violência doméstica tem sido em grande parte com base em dados transversais (ou seja, os dados de um ponto no tempo), e esses resultados têm sido mistos: alguns estudos encontraram ligações entre o uso e / ou abuso de maconha e violência doméstica, enquanto outros não. O estudo Buffalo é um dos poucos a usar os dados recolhidos ao longo de décadas para examinar a questão, colocando-o no chão metodológica sólida em relação ao trabalho anterior.
Os autores advertem que, embora esses resultados são previsíveis - ou seja, os casais que fumam são menos propensos a cometer violência doméstica - não necessariamente traçar uma linha de causalidade entre os dois comportamentos. Entre as conexões que a hipótese "de maconha pode aumentar o afeto positivo, que por sua vez poderia reduzir a probabilidade de conflito e agressão." Tradução: apedrejado pessoas são felizes e pessoas felizes não brigam.
Outro possível mecanismo: "[maconha] usuários crônicos apresentam reação emocional embotada a estímulos de ameaça, o que também pode diminuir a probabilidade de um comportamento agressivo."
Uma vez que alguns dos dados utilizados no estudo é agora de quase duas décadas de idade, os autores gostariam de ver se estes resultados seria verdadeiro entre os recém-casados ​​atuais, particularmente à luz da "tendência para a descriminalização da maconha nos Estados Unidos e potencialmente mais positivo atitudes em relação ao seu uso ".
Os autores disseram que mais pesquisas ainda precisa ser feito em outras dimensões do uso da maconha, incluindo abuso, dependência e retirada, todos os estados comportamentais que podem ter efeitos diferentes sobre como cônjuges interagem uns com os outros.
No entanto, o papel é um sólido contributo para a literatura de maconha, e nós vamos precisar de muito mais parecido como o país parece se mover em direção a legalização total. Na verdade, a DEA significativamentecolidido quota de produção de maconha do governo federal este ano, a fim de fornecer a matéria-prima para mais pesquisas sobre o uso da maconha.
Nós também estamos aprendendo muito com experiência legalização do Colorado , e um papel Brookings Institution esta semana ( legalização da maconha de Washington Cresce Conhecimento, não apenas Pot ) considera que o Estado é " a dedicar recursos para acompanhar sua experiência de uma forma extraordinariamente meticuloso, com lições que se estendem bem além da política de drogas. "
Talvez o mais significativo, o estudo foi financiado parcialmente Buffalo por uma concessão do Instituto Nacional de Abuso de Drogas . Reformadores de maconha têm criticado fortemente  preconceitos institucionais do NIDA contra a legalização da maconha no passado, incluindo restrições a agência colocou na disponibilidade de maconha para fins de pesquisa. Mas o fato de NIDA está financiando estudos como este sugere que ele, como grande parte do país, está começando a mudar a sua sintonia.

sábado, 23 de agosto de 2014

CHAPEI A XANA COM LUBRIFICANTE DE MACONHA

Posando como lubrificante íntimo de maconha. Fotos por Mish Way. 
Não sou muito da erva. Quando se trata de fumar maconha, não achei minha “janela terapêutica”. Sei exatamente quanta cocaína ou metanfetamina consigo usar numa sentada e consigo até lidar com algumas doses de morfina, mas quando o assunto é fumar maconha, cada tragada é sempre um excesso, e eu acabo tanto “dentro da minha cabeça” que me dá vontade de pular da janela.
Vou parecer meu pai falando agora, mas a erva é outra coisa hoje em dia. É supermaconha. É maconha com speed. Maconha com mais maconha, jogada numa castelo inflável de THC e misturada com um monte de coisas para ser ainda mais forte. Posso usar qualquer droga do mundo, mas geralmente passo a vez quando me entregam um bong numa roda.
Então, quando ouvi sobre o Foria, o primeiro lubrificante de cannabis do mundo, criado especialmente para aumentar o prazer feminino, achei que seria uma boa maneira de superar meu medo da droga. Nesse caso quem faria o trabalho seria a minha vagina, e eu confio mais nela do que na minha cabeça.
Semana passada, em Los Angeles, encontrei Matthew Gerson, o criador do Foria (ou “Diretor de Bem Estar”, como ele é conhecido em seu coletivo, o Aphrodite Group). Depois que mandei um e-mail para eles pedindo amostras para a matéria, Gerson quis sair e conversar sobre seu novo produto.
Ele tem a seguinte teoria sobre mulheres, sexualidade e plantas (acho que concordo com ele): “Estou cultivando algumas mudas de maconha no momento”, ele explicou. “E se você passa um tempo com essas plantas, você percebe como a erva é fascinante. Maconha é essencialmente uma planta feminina cheia de tesão. É a fêmea que é colhida e secreta o fluído, que quer ser polinizada, e quando é polinizada se abre e produz mais e mais. Há uma conexão estranha entre a fêmea humana e a planta fêmea. Nós evoluímos com as plantas. Temos um receptor que absorve com sucesso o THC. Temos essa capacidade de absorver o pólen de uma planta secreta porque nossa psicologia se ‘codesenvolveu’.”
Gerson não é um daqueles ativistas estereotipados da erva, até porque ele nunca foi um. Esteticamente, não é nem um pouco riponga e admite que só começou a trabalhar com cannabis quando teve a ideia do Foria. Quando tinha seus 20 e poucos anos, estava estudando para se tornar monge budista, mas logo mudou seu foco do mosteiro para aspirações de saúde e de bem-estar. (Ele é um grande fã do Paul Farmer e acredita muito em diminuir o sofrimento humano.) Fundou então a Sir Richard's Condom Company com seu amigo Mark Batiste, inspirado por uma palestra de um amigo na TED. Essa foi uma experiência em branding e sexo seguro que o levou e a Sir Richard's para o Haiti.
“Fiquei na companhia por três anos”, explicou Gerson. “Isso aumentou ainda mais meu interesse pelo lado da saúde que o sexo envolve.”
“Não fumo maconha há muito tempo. É um remédio forte para mim. A maconha está melhor, e há mais conhecimento flutuando por aí. Você pode se automedicar, mas também pode fazer isso de um jeito muito, muito errado. Eu tinha usado maconha na minha vida com parceiros em situações íntimas. Tem alguma coisa aí, sabe? Comecei a pesquisar e descobri que o uso afrodisíaco da maconha é algo muito bem documentado – na medicina chinesa, em práticas hindus e em muitas outras culturas”, disse Gerson. “Ninguém simplesmente fuma maconha hoje; há muitas outras maneiras refinadas de se usar isso. Logo me interessei pelos óleos. Então, sendo do mundo das camisinhas e da saúde sexual, quando ouvi sobre o óleo, imediatamente pensei em lubrificante. Usei óleo de coco no Foria porque isso é muito bom para a higiene feminina. Ele proporciona uma cobertura muito boa.”
Matthew Gerson. Foto via Facebook. 
Ele conversou com médicos (aliás, os pais deles também são médicos) e se certificou de que o que estava fazendo era seguro. O Foria passou por muitas fases, e Gerson desenvolveu a melhor versão do pré-lubrificante (o produto, na verdade, não deve ser usado como lubrificante – algumas borrifadas uma hora antes do sexo são o que faz efeito) trabalhando com cientistas que o ajudaram a aperfeiçoar a dose e a potência. Nada de pesticidas, nada de fungos. No momento, o Foria só está disponível na Califórnia, e para quem tem a carteirinha de usuário medicinal de maconha. (Mas ele diz que até que o produto possa ser adquirido em outros estados e países, ele não vê problema em ajudar outros a fazer uma versão DIY do produto. Tipo um Foria “de pobre”.)
Mas mais importante: Gerson estava fixado na ideia de que não havia produtos no mercado para ajudar as mulheres a atingir o orgasmo – mulheres que sentem que o prazer é um problema e não conseguem nem relaxar o suficiente durante o sexo para chegar lá. Para uma cultura tão obcecada pelo sexo quanto a nossa, somos infantis quando se trata de conversar realmente sobre prazer, sobre nossos corpos e sobre como chegar ao orgasmo. Viagra e Cialis existem para que os homens continuem engravidando mulheres até estarem gagás. As mulheres atingem a menopausa e seu prazer sexual se torna irrelevante para sua saúde. E tenho vontade de gritar quando penso que algumas mulheres nunca tiveram um orgasmo.
Gerson me arrumou Foria o suficiente para deixar minha vagina superchapada, e eu agradeci sua generosidade.
“Vou tirar umas merecidas férias”, ele frisou. “Mas você pode me mandar um e-mail se precisar de qualquer coisa.”
No caminho para casa, eu estava muito curiosa e não consegui esperar. Decidi testar o Foria de forma oral primeiro. Espirrei o produto na boca umas cinco vezes, e mais quatro uns dez minutos depois. O Gerson tinha mencionado que, nos estudos iniciais, as mulheres relataram uma certa chapação usando o Foria oralmente, mas não quando espirravam isso na vagina. Eu queria sentir quão forte era esse efeito pela boca.
Fiz compras e voltei para casa. Meu colega de apartamento estava com um amigo, então ficamos conversando por um tempo, e depois de uma hora ou duas percebi que estava chapada. Mas não daquele jeito imediato e horrível, pensando “minhas mãos são feitas de plástico e minha família me odeia”, que é o efeito que consigo quando fumo maconha. Ao contrário, tive apenas uma sensação suave e relaxada. Eu me sentia leve e calma, como a primeira onda de cogumelo antes de ela bater realmente, ou como a diferença entre esmagar e cheirar Oxicodona e simplesmente tomar a pílula inteira. Era uma chapação lenta. Será que a maconha era legal no final das contas? Tipo, muito legal mesmo.
Close dos produtinhos. 
Depois dessa parada oral, me levantei do sofá e fui para o meu quarto borrifar o Foria na vagina. Eu sabia que meu namorado ia chegar do trabalho logo, e queria dar tempo para o THC fazer efeito lá.
Eu não esperava resultados imediatos com o produto. Como o Gerson disse, ele não faz mágica. Quando seu grupo começou a testar o Foria em mulheres, eles procuraram pacientes de todas as idades. Mulheres na faixa dos 20 anos relataram orgasmos mais intensos, orgasmos múltiplos e experiências de corpo inteiro, enquanto as mais velhas (algumas com mais de 70 anos) disseram que o produto as ajudou a acessar um prazer há anos não sentido. Era algo mais profundo. Elas até dormiam melhor depois de usar o Foria. Mas isso é meio óbvio, né?
“Não dá para reproduzir o sexo. Tipo, vamos usar o mesmo mecanismo e os resultados serão os mesmos. Não funciona assim”, o Gerson tinha me dito. “Tantas coisas podem afetar a experiência... alimentos, álcool, o tipo de relação que você tem com seu parceiro, seu humor naquele dia, enfim. Isso é parte do nosso trabalho: estar OK com esse nível de incerteza. As pessoas querem saber exatamente o que vai acontecer se elas usarem o Foria e eu não posso dar essa resposta. Tentamos colocar da seguinte maneira: testamos esse grupo de mulheres e aqui está o que elas relataram. Sua experiência pode ser similar. Estamos tentando experimentar de modo seguro com essa erva comprovadamente medicinal.”
Na primeira noite em que meu namorado e eu transamos com o Foria, eu já estava chapada, então foi ótimo. Ele me comeu e ficou chapado por lamber o produto de mim, e isso foi bem legal. No entanto, temos uma vida sexual saudável e eu nunca tive problemas para atingir o orgasmo. Meu problema era com a própria maconha.
Decidi borrifar minha vagina com o Foria religiosamente por uma semana.
Toda manhã eu dava quatro borrifadas e mais quatro no meio da tarde. Meu namorado e eu fizemos muito sexo e monitoramos como as coisas estavam mudando. O sexo foi intenso. Notei que certas coisas eram diferentes e os orgasmos eram mais longos, muito mais loucos e pareciam mais fortes. Quando estávamos simplesmente transando no modo clássico, eu sentia isso por dentro de maneira mais focada, como se tudo estivesse funcionando de dentro para fora. Quer dizer, sem querer parece muito hippie aqui, foi muito bacana mesmo, e eu não sei se foi por causa do Foria entre as minhas pernas ou na minha boca.
Conforme os dias foram passando, outras coisas estranhas aconteceram. Quando eu estava fazendo uma trilha em Hollywood com um amigo para tentar entrar em forma, de repente (no meio daquela malhação brutal, exaustiva e nojenta) notei que minha vagina estava ficando molhada. Meu corpo estava sentindo uma dor excruciante e minha genitália estava totalmente excitada. Foi uma loucura.
No entanto, fiquei muito mais empolgada em chapar e transar do que em simplesmente usar o produto na vagina. Mas não seria esse o ponto? Gerson tinha essa teoria sobre como precisávamos desacelerar e relaxar, e pensar sobre a saúde e o bem-estar das nossas vidas cotidianas, e como o sexo saudável e o prazer podem realmente fazer parte disso.
“Não entendo por que a resposta sexual e a experiência do prazer que tiramos da nossa sexualidade meio que foram banidas para apenas um aspecto da nossa experiência humana, tanto com um parceiro ou através da masturbação, a uma função muito limitada”, ele indagou. “Então temos essa grande parte de viver uma vida feliz e bem ajustada, e sim, nossa sexualidade entra aí, e permitir que o prazer do sexo guie nossas abordagens de saúde e bem-estar parece fazer muito sentido. Esses são centros de poder do nosso corpo.”
Orgasmos te deixam feliz. Precisamos desse prazer e dessa liberação. Será que chegamos a um ponto onde precisamos de óleo de THC para relaxar e nos obrigar a fazer isso?
Não posso dizer que o Foria mudou completamente a minha vida sexual, porque ela já era bem incrível antes, mas me fez perceber que a cannabis é um afrodisíaco excelente quando não se fuma isso numa lata de refrigerante. Ter doses corretas e entender o que funciona para mim aumentou meu nível de relaxamento, e me fez esquecer aquele sentimento de pular da janela que mencionei antes.
Ainda estou usando o Foria. Vou continuar chapando a xoxota. Como o Gerson disse, é uma chapação lenta e não quero que a experiência acabe tão cedo. E mais, é muito divertido transar quando sua genitália está bem louca!