domingo, 10 de agosto de 2014

Receita: Bolo de Maconha / Space Brownie



Ao contrário do que alguns proibicionistas desmiolados falam na 
TV
, não é possível fumar, muito menos morrer, após a ingestão de um bolo de maconha. Confira então esta receita, publicada originalmente na semSemente #1, que você adquire na nossa loja online.


O retorno do Space Brownie
por Matias Maxx e Domi Oz

Querido leitor, que tanto aprecia as artes culinárias. Este singelo bolo, que você está vendo, não é apenas mais uma receita de “space”. Ele deveria vir com aquela plaquinha vermelha de “correnteza – mar impróprio”, que os salva-vidas colocam na praia nos dias de ressaca. Primeiro: por ser extremamente gostoso, bonito e colorido, você vai ignorar a regra que tanto aparece nas embalagens de cakes de Amsterdã: não coma mais do que um pedaço. Você vai comer, eu sei. Eu também comi e foi ótimo. Agora, o seguinte. Sua mãe, a sua tia ou a sua empregada – que juram que não comem doces– não vão resistir a este doce com incrível visual dentro da sua geladeira e vão te dar o maior trabalho. Juro. Aconteceu comigo. Duas vezes. Então cuidado.
O principal ingrediente do quitute, claro, é a mantegonha. Para produzir esta que é a base de tantos pratos com canábis, pode-se utilizar qualquer parte da planta que obtenha resina. É claro que o resultado é muito melhor se forem utilizadas as próprias flores. Em nossa receita, usamos as folhas do manicure, que são pequenas, resinadas e ficam próximas às flores (elas são cobertas de pingos transparentes, brancos ou âmbar, que são os cristais de THC). As folhas normalmente não prestam para fumar, pois a matéria orgânica (a folha em si) queima muito rápido e por ter muita clorofila, o que dá um gosto ruim. Então uma solução dos cultivadores para maximizar o rendimento é guardar essas folhas para utilizar na mantegonha.
Mas por que colocar a maconha na manteiga e não direto no bolo? Meus caros, os canabinóides que tem os princípios ativos que dão onda (basicamente o THC e o CBD) estão na resina da planta da cannabis – a maior concentração de resina é nas flores (camarões ou buds). O metódo mais comum de liberar esses canabinóides é através da combusão (cof cof cof).
Para se comer a maconha é preciso diluí-la em gordura, pois o THC é lipossolúvel. Então a maneira mais prática de usar seus efeitos psicoativos como alimento é fazendo a mantegonha. É muito importante fazer o processo de filtragem (coar), sobretudo se, ao invés de flores, for utilizada a maconha prensada, que vem lotada de impurezas como galhos, sementes, terra e até insetos mortos.

Receita da manteiga:
Coloque quase dois tabletes (sem sal) e a
canábis numa panela anti-aderente e cozinhe em fogo baixo lentamente, até a mistura ficar líquida e esverdeada. Não deixe a temperatura ultrapassar 180º C, o que poderia degradar os canabinóides. Retire o líquido e coe com o auxílio de um coador ou um pano fino para retirar os resíduos. Não use um coador de plástico, porque o calor da mistura pode derretê-lo.
Então junte essas 180 gramas de mantegonha com uma xícara de achocolatado (Toddy é o meu preferido porque é mais doce), uma xícara de farinha, uma xícara e meia de açúcar, quatro ovos e uma colher de chá de fermento. Se ficar muito grosso, coloque um pouco de leite. Simples e rápido, é só mexer bem até ficar homogêneo e colocar para assar em uma forma untada. Demora cerca de 30 minutos, mas fique ligado no cheiro, que é sempre um bom indicador do cozimento.
Faça como Steve Jobs e seja perfeccionista em todos os detalhes – o que inclui a embalagem. Calda de chocolate ou brigadeiro por cima, confeitos (pode ser M&M’s) e morangos cortados. Coma com moderação e… vai ser lindo!

FONTE: SEM SEMENTE